Sesau diz que Alagoas registrou 910 casos de Chikungunya no ano
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) informou, nesta quinta-feira (9), que o estado contabilizou 910 casos prováveis de chikungunya entre 1º de janeiro e 8 de julho de 2026. O balanço foi divulgado em meio à repercussão de três mortes registradas em São Miguel dos Campos com suspeita ou confirmação de relação com a doença.
De acordo com a Sesau, apenas um dos óbitos integra oficialmente o boletim epidemiológico até o momento. Trata-se da morte de Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, ocorrida em 30 de maio e confirmada como consequência da chikungunya.
Os outros dois casos, apesar de já terem sido divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel dos Campos, ainda aguardam atualização no boletim estadual. Entre eles está o de Crisleine Lins dos Santos, filha de Rubenita, que foi internada no Hospital Helvio Auto em 23 de junho e morreu no último sábado (4) após complicações da doença.
Também está sob investigação a morte de uma recém-nascida, registrada nessa quarta-feira (8). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a suspeita é de que a bebê tenha sido infectada ainda durante a gestação, já que a mãe contraiu chikungunya enquanto estava grávida. A criança nasceu em um hospital da rede privada e foi a óbito após apresentar falência múltipla de órgãos. O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (9).
A Sesau explicou que os dados epidemiológicos são atualizados a cada 15 dias. Por esse motivo, os casos mais recentes ainda aparecem como suspeitos nos registros oficiais do Estado até a conclusão dos protocolos de investigação.
A pasta ressaltou que mantém ações permanentes de combate às arboviroses por meio do Programa Estadual de Controle de Zoonoses. Entre as iniciativas estão capacitações para profissionais de saúde e agentes de combate às endemias, além de apoio técnico aos 102 municípios alagoanos para prevenção, monitoramento e manejo clínico dos pacientes.
Segundo a secretaria, estudos do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que entre 70% e 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências. Por isso, a participação da população é considerada fundamental para eliminar criadouros, evitando o acúmulo de água em recipientes como vasos de plantas, pneus, garrafas e caixas d'água.
A Sesau também orienta que pessoas com sintomas como febre, dores intensas no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele e dor de cabeça procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima. A recomendação é reforçada para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que apresentam maior risco de desenvolver complicações da chikungunya.
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