Deolane Bezerra sofre de síndrome do pânico na prisão, diz Ministério Público

Por Terra 07/07/2026 15h03
Por Terra 07/07/2026 15h03
Deolane Bezerra sofre de síndrome do pânico na prisão, diz Ministério Público
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução

Um relatório apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no julgamento do pedido de prisão domiciliar de Deolane Bezerra, enviado nesta segunda-feira, 6, diz que a advogada e influenciadora digital declarou estar sofrendo com síndrome do pânico. Devido à condição mental, ela optou por dividir uma cela com outra mulher na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde está presa há 45 dias.

Segundo apurado pelo Terra, o documento busca rebater o pedido da defesa de Deolane por uma transferência para uma Sala de Estado-Maior, ou conseguir autorização para que ela fique em prisão domiciliar. Ela responde a acusações de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado.

Ao longo do documento do MPSP, o órgão rebate vários argumentos da defesa da advogada, a fim de justificar a permanência dela em um presídio no interior paulista.

Entre as justificativas, é dito que nenhuma irregularidade no atendimento à saúde, alimentação, higiene e segurança foi encontrada durante o período, como superlotação, falta de acesso à água potável ou infestação de animais peçonhentos.

O Ministério Público também afirma que a cela em que Deolane se encontra fica no Pavilhão Especial da unidade. O setor dispõe de celas e demais instalações que limitam o contato da investigada com as demais detentas, e por isso, já atenderia à demanda feita pela defesa.
Também foi verificada a disponibilidade para que ela fosse para uma cela individual, mas devido às crises de síndrome do pânico, ela preferiu dividir a cela com outra detenta.

“As alojadas no Pavilhão Especial relataram que, desde a chegada da PPL Deolane à unidade, esta passou a pernoitar na habitação nº 02, ocupada [por outra detenta], em razão de apresentar síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as portas das habitações permanecem fechadas. Informaram, ainda, que tal permanência ocorreu de forma voluntária e com o consentimento da [outra detenta], permanecendo os pertences da PPL Deolane armazenados em sua habitação de origem”, diz o MPSP.