Jovem desaparecida aos 15 anos é encontrada viva cinco anos depois nos EUA
A americana Joniah Walker, desaparecida desde os 15 anos, foi encontrada viva cinco anos após sair de casa sem deixar rastros em Milwaukee, no estado de Wisconsin. Hoje com 19 anos, ela foi localizada em 25 de maio, segundo informou o Departamento de Polícia de Milwaukee à emissora WISN 12. As autoridades não divulgaram onde a jovem foi encontrada nem se ela estava acompanhada, alegando o direito à privacidade.
— Não divulgamos informações sobre o paradeiro de qualquer pessoa desaparecida. Todos têm direito à privacidade e nós a respeitamos — afirmou um porta-voz da polícia ao Daily Mail.
Walker desapareceu em 23 de junho de 2022 da casa onde vivia com a mãe. Segundo informações do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), Tanesha Howard contou que viu a filha pela última vez deitada na cama após voltar da escola. Antes de sair para o trabalho, deu um abraço na adolescente. Ao longo daquele dia, mãe e filha conversaram por telefone, mas o cenário mudou quando o pai da jovem não conseguiu contato com ela por volta das 15h30, horário em que deveriam se encontrar para providenciar uma autorização de trabalho para um emprego de verão.
— Ele me ligou e disse que Joniah não estava atendendo o telefone. Foi aí que eu soube imediatamente que algo estava errado. Saí do trabalho na hora — relembrou Howard ao NCMEC.
Imagens de uma câmera de segurança Ring instalada na casa de um vizinho registraram a adolescente deixando o condomínio por volta das 14h30 com uma grande mochila verde de camping. Ela nunca mais foi vista após aquelas imagens. A mãe afirmou que o desaparecimento foi totalmente incomum e sempre acreditou que a filha tivesse sido atraída por alguém.
— Quando vi que ela saiu com uma mochila grande que eu nunca tinha visto, pensei: alguém a atraiu para longe — disse Howard à Fox6 News Milwaukee. Ela também relatou que a filha enfrentava dificuldades desde a pandemia de Covid-19, tinha histórico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão e, antes de desaparecer, havia tomado medidas para ocultar seus rastros digitais.
O caso ganhou repercussão em Wisconsin e foi citado pela deputada estadual Shelia Stubbs durante a defesa de um projeto de lei para criar uma força-tarefa voltada à investigação de casos de mulheres e meninas afro-americanas desaparecidas e assassinadas (MMAAW, na sigla em inglês). Segundo a parlamentar, famílias negras frequentemente enfrentam dificuldades para que esses desaparecimentos recebam a devida atenção das autoridades.
— Algumas pessoas não estão sendo levadas a sério, às vezes porque são negras — afirmou Stubbs, segundo a Fox6. Na época, ela também disse à mãe da adolescente que acreditava que Joniah ainda estava viva. Desde então, Wisconsin e outros estados norte-americanos aprovaram ou passaram a discutir medidas semelhantes para fortalecer a investigação desses casos.
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