Rebeca Andrade é ouro no Pan do Rio, após hiato de quase dois anos
Para a alegria do público que lotou a Arena Carioca 1, na manhã deste domingo (21), Rebeca Andrade voltou a subir no pódio da ginástica artística. Depois de uma pausa de quase dois anos, para cuidar da mente e do corpo, a maior medalhista olímpica do Brasil conquistou a medalha de ouro no salto no Pan do Rio e levou a torcida à loucura.
O primeiro salto da ginasta foi muito bem executado, e já valeu a nota mais alta da disputa, com 14.433. Precisando da maior média entre duas tentativas, Rebeca acabou saindo um pouco da linha na chegada na segunda chance, mas o resultado final não foi comprometido. Com a nota 13.700, a maior campeã do Brasil na ginástica voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, com a média de 14.266, e conquistou a primeira medalha do país no salto em um Pan-Americano.
Durante as classificatórias, Rebeca conquistou o maior resultado individual entre todos os aparelhos, ao disputar apenas o salto - prova em que tem duas medalhas olímpicas, um ouro (Tóquio 2020) e uma prata (Paris 2024). A brasileira recebeu a nota 14.533 e ajudou a seleção feminina a conquistar a prata por equipes.
A ginasta anunciou seu retorno às competições em abril, depois de ter tirado um período fora dos holofotes, logo após os Jogos de Paris - competição em que conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Rebeca escolheu o Pan do Rio como palco de sua volta.
Vitaliy Guimarães é bronze no solo
O dia começou na Arena Carioca 1 com as finais do solo masculino, primeira prova com presença brasileira. Último a se apresentar, Vitaliy Guimarães entrou confiante no tablado e só não cravou a acrobacia final, terminando a apresentação muito aplaudido. Com a nota 13.700, o atleta conquistou a medalha de bronze. O guatemalteca Jorge Vega levou o ouro, com 14.166, seguido pelo colombiano Angel Barajas, com 13.900.
Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy decidiu competir pelo Brasil em 2024. O ginasta se emocionou com a primeira medalha conquistada com a seleção brasileira.
- Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil - contou.
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