Dia Global alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de pele não melanoma
Neste 13 de junho, Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença mais frequente no Brasil. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 263.280 novos casos em 2026. Em Alagoas, a previsão é de 2.450 diagnósticos no mesmo período.
A dermatologista Cecília Pugliesi, da Unimed Maceió, destaca que a principal forma de prevenção é a proteção contra a radiação solar. “A pessoa tem que usar protetor solar, mesmo nos dias nublados. Também pode recorrer a roupas com fotoproteção, viseiras e outros acessórios de proteção”, orienta. Ela também recomenda evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, quando os níveis de radiação ultravioleta são mais intensos.
A médica lembra que a falta de informação ainda é um dos maiores obstáculos para a prevenção: “Muitas pessoas confundem os sinais iniciais da doença com lesões comuns, como pelos encravados ou marcas de nascença, e acabam adiando a procura por atendimento. Além disso, algumas regiões do corpo, como couro cabeludo e planta dos pés, passam despercebidas durante a rotina”.
Sintomas
Cecília Pugliesi aponta que observar o corpo é essencial para o diagnóstico precoce. “O autoexame é muito importante. A orientação é ficar atento ao surgimento de novas lesões ou mudanças em manchas e sinais já existentes, especialmente nas áreas mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e braços”, afirma.
Entre os principais sinais de alerta estão feridas que não cicatrizam em até quatro semanas, nódulos de aspecto perolado ou avermelhado e manchas que coçam, descamam ou sangram. “Se notar alguma lesão que você não tinha antes ou que se modificou, procure o dermatologista”, ressalta.
A especialista orienta seguir a regra do “ABCDE” para identificar sinais suspeitos: assimetria, bordas irregulares, contornos mal definidos, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução da lesão. Mudanças de cor, crescimento ou sangramento também são sinais de alerta.
Tratamento
O tratamento costuma ser menos agressivo do que o do melanoma. Na maioria dos casos, a retirada cirúrgica do tumor com margem de segurança é suficiente. “Ao contrário do melanoma, os carcinomas basocelular e espinocelular, que são os cânceres de pele não melanomas mais frequentes, geralmente crescem localmente e raramente provocam metástases à distância”, explica Cecília.
Ela acrescenta que casos mais avançados podem exigir reconstrução da área afetada, mas normalmente não necessitam de quimioterapia ou radioterapia.
O Ministério da Saúde reconhece o câncer de pele não melanoma como o mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente, pode deixar mutilações bastante expressivas.
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