Instagram derruba perfis de MC Ryan e outros influenciadores presos pela PF

Por Folhapress 16/04/2026 14h02
Por Folhapress 16/04/2026 14h02
Instagram derruba perfis de MC Ryan e outros influenciadores presos pela PF
Mc investigado em operação - Foto: Reprodução

O cantor MC Ryan, o empresário Chrys Dias e Débora Paixão, mulher dele, tiveram os perfis derrubados pelo Instagram depois de serem presos pela PF (Polícia Federal) em operação contra lavagem de dinheiro, na quarta-feira (15).
"Esta página não está disponível. O link em que você clicou pode não estar funcionando, ou a página pode ter sido removida", é mensagem que aparece quando o usuário tenta encontrar o perfil de algum deles. A Meta, empresa controladora do Instagram, foi questionada e respondeu que não comentaria o caso.

Os três foram presos na quarta-feira (15) pela PF na Operação Narco Fluxo contra uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O esquema teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão.

Segundo a investigação, os recursos ilícitos tinham origem principalmente na exploração de jogos de azar não regulamentados, apostas de bets, rifas digitais clandestinas e práticas de estelionato digital. Há ainda indícios de utilização do esquema para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

MC Ryan foi apontado como líder e beneficiário do esquema de lavagem. Segundo decisão judicial no processo, que tramita na 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista, o artista utiliza empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com dinheiro arrecadado com apostas ilegais e rifas digitais.

A polícia afirma que ele criou maneiras para blindar seu patrimônio, transferindo participações societárias para familiares e laranjas. Ele usaria uma rede de operadores financeiros para disfarçar sua relação com o dinheiro ilícito de apostas antes de reinvesti-lo com a compra de imóveis de luxo, veículos, joias e outros ativos de alto valor.

O advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, que o defende, afirmou que não teve acesso ao procedimento, o que o impede de se manifestar sobre detalhes do caso. Ele ressaltou que Ryan é uma pessoa íntegra e que "todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos".