Narrativas que Libertam: Festa Literária de Penedo incentiva apoio aos direitos das mulheres
O empoderamento feminino e a defesa dos direitos das mulheres também está na programação da 5ª Festa Literária de Penedo. O evento que mobiliza a cidade até domingo, 12, promoveu a mesa-redonda Direito das Mulheres e Narrativas da Resistência.
O debate realizado na noite desta quinta-feira, 09, reuniu no palco do Theatro Sete de Setembro reuniu a secretária municipal da Mulher, Mariana Barbosa; a advogada e presidente da Associação Uma Pela Outra, Luciana Alves; e a professora Alana Cavalcante, pesquisadora da presença e da representação das mulheres na literatura, com mediação da atriz e arte-educadora Kika Sena que também ministra oficina na FliPenedo 2026.
Entre diversos aspectos abordados, destaque para a ênfase no respeito aos direitos fundamentais das mulheres e a resistência que não se restringe aos tribunais, mas também na palavra escrita e na ocupação de espaços públicos, assim como a efetivação de políticas públicas, especialmente as iniciativas da Prefeitura de Penedo, município cuja administração é feita com paridade de gênero.
A secretária Mariana Barbosa ressaltou o desenvolvimento de ações que promovem o empoderamento feminino em Penedo, como a realização de cursos profissionalizantes gratuitos exclusivos para mulheres e o Programa Ela Se Garante em suas diferentes opções, todas direcionadas à inclusão e fortalecimento de vínculos sociais.
A secretária municipal de Cultura, Teresa Machado, participou do encerramento da mesa-redonda concluída com um forte apelo à continuidade da luta coletiva, principalmente contra todas as formas de violência contra a mulher e o impressionante crescimento de feminicídios no Brasil.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registradas 1.568 assassinatos de mulheres no Brasil em 2025, aumento de aproximadamente 5% em relação a 2024.
O estudo revela ainda que 8 em cada 10 casos de feminicídio no país são cometidos por parceiros ou ex-companheiros, o que comprova que o maior risco para muitas mulheres está dentro de casa.
Outro dado importante mostra que cerca de 60% das vítimas são mulheres negras, retrato da desigualdade estrutural e a maior vulnerabilidade dessa parcela da população.
Ainda segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas no nosso país apenas por serem mulheres.
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