Condenado a 42 anos de prisão homem que matou duas vítimas a tiros diante de familiares no Sertão de Alagoas

Por Redação com agências 28/02/2026 07h07
Por Redação com agências 28/02/2026 07h07
Condenado a 42 anos de prisão homem que matou duas vítimas a tiros diante de familiares no Sertão de Alagoas
Julgamento - Foto: Reprodução

Um homem foi condenado a 42 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelas mortes de Cícero Esperidião da Silva e de Benedito Pinheiro da Silva, de 68 anos. O julgamento, que foi transferido para Maceió, teve início na quinta-feira (26) e foi concluído na madrugada desta sexta-feira (27).

O duplo homicídio aconteceu em 13 de abril de 2022, no município de Maribondo, no Agreste de Alagoas. De acordo com o Ministério Público Estadual, Cícero Esperidião foi assassinado a tiros enquanto jantava na presença da esposa e da neta, de 12 anos.

Benedito Pinheiro também foi morto a tiros, quando estava na calçada de casa, diante da esposa, que chegou a suplicar para que o atirador não efetuasse os disparos.

O réu foi condenado por duplo homicídio duplamente qualificado, pelos agravantes de motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Conforme o Ministério Público, os assassinatos teriam sido motivados por vingança relacionada a um desentendimento ocorrido quatro anos antes. Dias antes do crime, o acusado teria discutido com Cícero Esperidião, conhecido como “Cicinho Boca D’Água”, situação que, segundo o órgão, reacendeu a mágoa que ele nutria.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que o réu sofria de transtornos psicológicos e que, no momento dos crimes, estaria em surto, o que poderia caracterizar inimputabilidade. No entanto, a tese foi descartada com base em laudo da Perícia Oficial.

Para o Ministério Público Estadual, ficou comprovado que os homicídios foram premeditados e marcados por extrema violência. A acusação ressaltou que havia testemunhas, provas consistentes e laudo pericial confirmando a responsabilidade do condenado.

O órgão também destacou os impactos causados às famílias das vítimas. O filho mais velho de Cícero, que ainda não tinha 20 anos à época, precisou abandonar os estudos para trabalhar e sustentar a mãe e o irmão mais novo.

A neta, que presenciou o crime e teria aberto a porta para a entrada do acusado, segue abalada emocionalmente.

Segundo a promotora responsável pelo caso, apesar de a dor e os traumas permanecerem, a condenação representa um alívio para as famílias, que agora sentem que houve justiça.