Polícia prende quadrilha do golpe do “bilhete premiado” no Aeroporto de Maceió
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) divulgou detalhes sobre a atuação de uma quadrilha especializada no golpe conhecido como “bilhete premiado”, desarticulada nesta quinta-feira (5) durante uma operação no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió. A capital alagoana era usada como ponto de apoio para a prática das fraudes, e os suspeitos tentavam deixar o Estado no momento em que foram abordados pelas forças de segurança.
Quatro integrantes do grupo foram presos com o apoio das Polícias Civis do Rio Grande do Sul (PCRS) e da Paraíba (PCPB), além da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dois dos detidos tinham mandados de prisão em aberto e utilizavam documentos falsificados para tentar embarcar com destino a São Paulo.
Conforme as investigações, os criminosos abordavam vítimas em vias públicas, tendo como principal alvo pessoas idosas. Eles alegavam estar de posse de um bilhete supostamente premiado e diziam precisar de ajuda para receber o valor. A partir dessa história, convenciam as vítimas a entregar dinheiro, cartões bancários e senhas, com a promessa de dividir o prêmio.
A polícia identificou duas formas principais de atuação. Em uma delas, o grupo solicitava quantias em dinheiro como um “adiantamento” para viabilizar o saque do prêmio. Na outra, após conquistar a confiança da vítima, os suspeitos obtinham cartões e senhas bancárias, realizando saques e transferências diretamente das contas.
As apurações indicam que a quadrilha agia de maneira itinerante em vários Estados. Na Paraíba, uma idosa com mais de 70 anos sofreu um prejuízo de R$ 148 mil após cair no golpe. Já em Alagoas, uma vítima informou que havia sido abordada pelos mesmos suspeitos em 2025 e novamente neste ano, o que contribuiu para a identificação do grupo.
Durante a ação policial, foram apreendidos aproximadamente R$ 12 mil em espécie, nove aparelhos celulares, malas, roupas e uma mini-impressora utilizada na produção de bilhetes falsos. Todo o material passará por análise para auxiliar na identificação de outros envolvidos e de possíveis novas vítimas.
Os presos seguem sob custódia e devem responder pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude, organização criminosa e uso de documento falso. A Polícia Civil também solicitou a prisão preventiva dos investigados.
As autoridades reforçam o alerta para que a população, especialmente os idosos, não forneça dinheiro ou informações bancárias a desconhecidos e comunique qualquer tentativa de golpe. As denúncias podem ser feitas de forma anônima aos órgãos de segurança.
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