Mais uma captação de órgãos é realizada no HGE e beneficia cinco pessoas que precisam de transplante

Por Redação com Agência Alagoas 29/01/2026 19h07
Por Redação com Agência Alagoas 29/01/2026 19h07
Mais uma captação de órgãos é realizada no HGE e beneficia cinco pessoas que precisam de transplante
Essa é a segunda captação de órgãos no HGE este ano - Foto: Thallysson Alves / Ascom HGE

O Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, realizou nesta quinta-feira (29) mais uma captação de órgãos. O doador foi um homem de 29 anos, vítima de um acidente de trânsito, que sofreu traumatismo cranioencefálico grave e evoluiu com diagnóstico de morte encefálica.

Após a confirmação do quadro, a família foi acolhida pela equipe multiprofissional da Organização de Procura de Órgãos e da Central de Transplantes de Alagoas com as orientações necessárias sobre a possibilidade de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas. Os familiares autorizaram a doação dos rins, fígado e córneas, órgãos que irão beneficiar pacientes que aguardavam na lista de espera por um transplante.

“A morte encefálica é a interrupção completa e irreversível de todas as funções do cérebro, inclusive do tronco cerebral, responsável por funções vitais como a respiração. O diagnóstico segue critérios rigorosos, definidos por lei e pelo Conselho Federal de Medicina, e é realizado por dois médicos diferentes, em momentos distintos, sem qualquer vínculo com equipes de transplante”, explicou o diretor médico, Miquéias Damasceno.

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, afirma que cada captação representa uma nova chance de vida para várias pessoas. Um único doador possibilita a devolução da qualidade de vida e da autonomia a quem vive à espera de um transplante.

“Esse gesto da família tem um impacto social imenso. Estamos falando de pessoas que voltam a viver sem depender de máquinas, medicamentos constantes ou limitações severas. A doação de órgãos é um ato de amor que ultrapassa a perda e gera vida”, destaca a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas.

Em Alagoas, 635 pessoas estão na lista de espera pelo transplante: 598 por córneas, 26 por um rim e 11 por um fígado. A enfermeira da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Anne Karine, ressalta a importância do acolhimento às famílias nesse momento tão delicado.

“Nosso trabalho é feito com muito respeito, empatia e humanização. A família precisa entender o processo, tirar dúvidas e sentir segurança. Quando a decisão pela doação acontece, ela nasce do amor e da solidariedade”, afirma a profissional.

Compromisso com a vida

O HGE mantém equipes treinadas, estrutura adequada e fluxos bem definidos para garantir segurança, ética e agilidade em todo o processo de captação de órgãos.

“Cada captação realizada no HGE reforça nosso compromisso com a vida, com a saúde pública e com a esperança de quem aguarda por um transplante. Esse trabalho só é possível graças à dedicação dos profissionais e à generosidade das famílias doadoras”, enfatiza o diretor-geral Fernando Melro.

No Brasil, a doação de órgãos só acontece com a autorização da família. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem com seus familiares e deixem claro o desejo de serem doadoras. Falar sobre doação de órgãos é falar sobre vida, empatia e responsabilidade social. Um simples diálogo pode, no futuro, salvar várias vidas.