Justiça determina reabertura da investigação sobre morte de PC Siqueira
A Justiça de São Paulo determinou a retomada da investigação sobre a morte do influenciador digital Paulo Cezar Goulart Siqueira, o PC Siqueira, dois anos após o episódio. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público, que não concordou com a conclusão do inquérito policial de que se tratou de suicídio.
Entre as medidas determinadas estão a realização de perícias complementares, reconstituição do caso no edifício em que o influencer morava e a oitiva de testemunhas que tiveram contato com ele nas horas que antecederam a morte. A reprodução simulada ocorrerá nesta terça-feira (20), às 10h30, no apartamento de PC, localizado na Rua Baronesa de Bela Vista, no Campo Belo, Zona Sul da capital paulista.
A ex-namorada, vizinha e síndico do prédio serão intimados para colaborar com a perícia. No entanto, a ex, que mora no Rio de Janeiro e está amamentando um bebê de três meses, não participará da reconstituição. A defesa dela informou que colaborará futuramente, quando possível.
O Ministério Público destacou dúvidas e contradições em laudos e depoimentos, além da necessidade de reavaliar testemunhos já colhidos. Uma acareação entre a ex-namorada e a vizinha será realizada para esclarecer divergências. Entre os pontos questionados, estão as circunstâncias da morte de PC, que teria ocorrido na frente da ex-namorada dois dias após o término do relacionamento. Ela relatou que o influencer havia consumido medicamentos e cocaína, e tentou, sem sucesso, impedir que ele se matasse.
A polícia confirmou que, após o episódio, vizinhos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar. Segundo amigos ouvidos no inquérito, o relacionamento de PC com a ex era conturbado, com discussões que chegavam a ser transmitidas ao vivo nas redes sociais.
Investigação apontou suicídio
O inquérito inicial, concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro, havia confirmado a versão de suicídio apresentada pelo Instituto de Criminalística. Laudos apontaram indícios de automutilação e a presença de drogas e medicamentos no organismo, mas os peritos concluíram que não foram esses elementos que causaram a morte.
De acordo com depoimentos colhidos durante a investigação, PC Siqueira teria cometido o ato na frente da ex-namorada, dois dias após o término do relacionamento. Ela relatou à polícia que, naquele dia, ele havia consumido medicamentos e cocaína, e que, apesar de suas tentativas de impedir a ação, não conseguiu salvá-lo. Em seguida, a mulher saiu para pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram o Samu e a PM.
Advogados da família contestaram o resultado e afirmam que a hipótese de suicídio não pode ser considerada definitiva. “A hipótese de suicídio é contestável. Ela pode ter acontecido, sim, mas também pode ter sido outra coisa”, disse o advogado Caio Muniz ao portal G1. Ele explicou que as linhas de investigação incluem suicídio, instigação ao suicídio e homicídio, e que pessoas próximas, incluindo a ex, podem ser investigadas.
Geraldo Bezerra da Silva Filho, outro advogado da família, destacou que o Ministério Público atendeu às solicitações da defesa, solicitando novas diligências e a realização da reconstituição dos fatos. Segundo os advogados, é necessário analisar objetos, circunstâncias e elementos que não foram examinados de forma conclusiva nos laudos iniciais.
PC Siqueira, que tinha 37 anos quando morreu em 27 de dezembro de 2023, foi um dos primeiros criadores de conteúdo digital a alcançar projeção nacional, principalmente no YouTube, além de ter apresentado programas em canais de TV, como a MTV. Francis Null, amigo e produtor do influencer, afirmou que ele havia superado o consumo de álcool e drogas e não acredita que tenha cometido suicídio. “Para mim, não tem outra ideia que não seja possível homicídio”, disse.
Antes de morrer, PC também esteve envolvido em uma investigação sobre a divulgação de imagens de abuso sexual infantil, após mensagens privadas vazarem em 2020. Laudos posteriores não identificaram material ilícito nos equipamentos dele, e PC sempre negou as acusações. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi relatado em junho de 2024 e não há mais informações a serem fornecidas.
Após a morte, a família de PC divulgou nota agradecendo a solidariedade recebida e pediu respeito ao período de luto.
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