Assistência humanizada e reabilitação precoce marcam recuperação de ex-jogador no Hospital Metropolitano

Por Assessoria 06/01/2026 17h05
Por Assessoria 06/01/2026 17h05
Assistência humanizada e reabilitação precoce marcam recuperação de ex-jogador no Hospital Metropolitano
Ex-jogador em tratamento - Foto: Reprodução

O Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foi responsável pelo atendimento e acompanhamento do ex-jogador do Clube de Regatas Brasil (CRB), João Edson de Barros, conhecido como Joãozinho Paulista, de 69 anos, que recebeu alta hospitalar recentemente após se tratar de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).



Segundo Joãozinho, os primeiros sinais do AVC surgiram de forma repentina, enquanto ele estava em casa, no início da manhã. “Eu estava no meu apartamento quando comecei a me sentir mal. Senti uma dormência no braço e na perna e comecei a tremer. Avisei logo a minha esposa”, relatou o ex-atleta.



No dia seguinte, ele deu entrada no Hospital Metropolitano já com importantes limitações motoras. “Quando cheguei aqui, minha perna e meu braço estavam totalmente paralisados, sem condição de andar. Depois que fiz todos os exames e passei por todo o atendimento aqui no Metropolitano, foi excelente. Fizeram tudo o que eu precisava com rapidez. Isso me deixou muito feliz”, destacou Joãozinho.



Acolhimento que gera confiança



O cuidado recebido durante a internação também foi ressaltado pela filha do paciente, Juliana Barros, que acompanhou todo o processo de recuperação do pai.



“Sou muito grata por todo o acolhimento, desde a entrada do meu pai no hospital até o momento da alta. Ele foi muito bem assistido por todos os profissionais que fizeram parte do dia a dia dele. Meu coração ficou aquecido por saber que ele estava sendo bem cuidado”, afirmou.



Investigação detalhada e reabilitação precoce



De acordo com Alexandre Otilio, médico fisiatra do HMA, Joãozinho chegou fora da chamada janela terapêutica — período inicial em que alguns tratamentos específicos para o AVC podem ser feitos —, o que exigiu uma abordagem focada na investigação da causa do evento e na reabilitação precoce.







“Recebemos o paciente João Edson, que é hipertenso e diabético, com um quadro sugestivo de AVC. Mesmo fora da janela terapêutica inicial, realizamos a internação para investigação etiológica, ou seja, para identificar a origem do AVC, além de instituir a profilaxia adequada e iniciar o processo de reabilitação o quanto antes”, explicou o médico.



Durante os exames, a equipe identificou estenoses importantes nas artérias do pescoço, responsáveis por levar sangue ao cérebro. “Os vasos estavam parcialmente obstruídos, o que exigiu a realização de uma arteriografia para melhor avaliação”, acrescentou o fisiatra.



Com o quadro estabilizado e o plano terapêutico definido, Joãozinho recebeu alta hospitalar com programação para reabilitação domiciliar. “O objetivo agora é que ele continue o processo de reabilitação em casa e seja reinserido gradualmente em seu convívio social, com mais qualidade de vida”, concluiu o especialista.