Caso Daniela: MP afirma que estupro de jovem foi premeditado e bárbaro; suspeito segue foragido

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou um jovem de 18 anos pelo estupro premeditado de uma mulher de 19 anos na cidade de Coité do Nóia. A denúncia foi formalizada no dia 28 de fevereiro pela Promotoria de Justiça de Taquarana, que acompanha o caso desde o início das investigações.
De acordo com o promotor Sérgio Ricardo Vieira Leite, responsável pelo caso, há indícios de que a vítima foi dopada para impedir qualquer resistência. Exames laboratoriais identificaram em seu organismo substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina, todas de uso controlado e com efeito sedativo.
“Assim que tomamos conhecimento do caso, iniciamos o acompanhamento mantendo os contatos necessários com as autoridades para saber sobre o andamento do inquérito, dos laudos periciais e fazendo todos os levantamentos que pudessem respaldar a denúncia. Trata-se de um crime bárbaro, cheio de agravantes, planejado, visto que o acusado, para o cometimento do crime, dopou a jovem para garantir que seus desejos sexuais acontecessem sem qualquer tentativa de impedimento”, declarou o promotor.
O crime aconteceu em uma chácara no Sítio Poço, zona rural do município. Além da violência sexual, a vítima também sofreu agressões físicas, apresentando hematomas em várias partes do corpo. Um laudo neurológico apontou que a jovem ficou um período sem respirar, o que resultou em danos cerebrais.
“Havia indícios suficientes de autoria e materialidade, com depoimentos da vítima e testemunhas, documentos emitidos pelos médicos e pela polícia científica e reforçamos a representação da polícia civil pedindo a decretação da prisão do autor que se encontra foragido”, acrescentou o promotor.
A gravidade das lesões levou a jovem a ser internada por 19 dias, cinco deles em coma. O MP detalhou, na denúncia, as sequelas deixadas pelo crime, tanto físicas quanto psicológicas.
“Não há dúvidas, diante dos laudos, de que os efeitos colaterais de todos os medicamentos juntos poderiam causar um choque anafilático. As consequências da perversidade foram tão graves que ela fez uso de cadeira de rodas, de fraldas descartáveis e, até o momento, continua com algumas limitações”, afirmou.
O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas ainda não foi localizado e é considerado foragido.
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