Operação apreende bebidas sem nota fiscal em depósito dos irmãos suspeitos de matar auditor fiscal em Maceió

Uma operação da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) nesta quinta-feira (1º) apreendeu bebidas sem nota fiscal em um depósito no Tabuleiro dos Martins, em Maceió. Segundo a Sefaz, o estabelecimento pertence aos irmãos presos suspeitos de matar o auditor fiscal João Assis Pinto Neto. O pai dos suspeitos, João Araújo, nega as irregularidades no depósito.
"Através de denúncias e do trabalho de inteligência da polícia e da Sefaz, conseguimos informação sobre esse depósito. Um local gigantesco e com muitas bebidas, todas sem nota fiscal. Encontramos aqui também um carregamento de carvão. O Ibama já foi acionado por se tratar de crime ambiental", disse Francisco Suruagy, superintendente da Sefaz.
O mercadinho onde o auditor foi assassinado durante fiscalização no dia 26 é investigado por compra e venda de mercadoria roubada.
"Um dos responsáveis pela morte do auditor já responde por receptação de mercadoria roubada, então há uma convergência na suspeita da procedência dessas mercadorias", completou o superintendente.
Pai dos suspeitos, João Araújo negou que os filhos vendessem produtos roubados e garantiu que produtos têm nota fiscal.
"Nada disso. Não tem nada aqui que seja fruto de roubo, isso eu posso garantir a você. Eles compraram produtos mais baratos para revender, mas de roubo, não", disse.
Quatro pessoas da mesma família foram presas suspeitas de participação no assassinato do auditor. A última prisão aconteceu na manhã desta quinta.
Veja quem são os integrantes da família presos
Maria Selma Gomes Meira, mãe dos homens presos: ela confessou ter limpado a cena do crime e dirigido o carro até o local onde o veículo da Sefaz foi deixado, mas nega participação direta no homicídio;
João Marcos Gomes Araújo, primeiro a ser preso: confessou que presenciou o assassinato, mas não fez nada para impedir porque, segundo seu advogado, teria ficado muito assustado;
Ronaldo Gomes de Araújo, segundo irmão preso: confessou à polícia que cometeu o assassinato e acusou a vítima de tentar extorqui-lo durante uma fiscalização ao seu mercadinho;
Ricardo Gomes de Araújo, terceiro irmão, preso nesta quinta: segundo a polícia, imagens de câmeras de segurança mostram que ele deixou o estabelecimento da família dirigindo o carro da Sefaz e parou em um posto de combustíveis para comprar gasolina, possivelmente usada para colocar fogo no corpo de Assis. Testemunhas que foram ouvidas confirmaram os fatos.
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