Boate Kiss: advogada usa carta psicografada para defender vocalista

A advogada Tatiana Borsa, que defende o músico Marcelo de Jesus dos Santos, responsável por ter acendido o artefato pirotécnico na Boate Kiss, se utilizou de uma carta que ela disse ter sido psicografada para tentar inocentar o vocalista da banda Gurizada Fandangueira.
Durante o julgamento da tragédia ocorrida em janeiro de 2013, nesta quinta-feira (9/12), ela apresentou um áudio que, de acordo com sua versão, reproduz a mensagem enviada por Guilherme Gonçalves, um dos 242 jovens mortos no incêndio.
“Ao invés de gastar nosso pensamento procurando por culpados, vamos nos unir em oração”, diz o áudio com a leitura do que seria a carta apresentado ao júri popular. O julgamento entrou nesta quinta em seu nono dia. A fase agora é de apresentação das teses da defesa. “Procurem aceitar as determinações divinas. Eu também lamento tudo que ocorreu, mas só me resta me readaptar à realidade”, diria a mensagem.
Segundo Tatiana Borsa, a carta foi recebida pelo centro espírita Irmã Valquíria, localizado em Uberaba (MG), em 13 de junho de 2013, seis meses após a tragédia. Tatiana foi a segunda a falar na parte destinada à exposição das teses de defesas. Antes, o tribunal ouviu Jader Marques, advogado de Elissandro Spohr, sócio da boate Kiss.
“A ficha ainda não caiu por completo, e o mês de janeiro ainda está vivo em minha memória. Estamos lutando tanto. Não está sendo fácil viver sem tantos afetos que deixamos”, diz o trecho exibido. “Até hoje estão procurando uma justificativa para a tragédia que me vitimou, que fez não só o Brasil chorar, como muitos pais.”
“Pai e mãe, estimaria vê-los longe de qualquer protesto. Os responsáveis também têm famílias e não tiveram
qualquer intenção. Pensemos no fato como uma fatalidade”, diz o áudio. “Mãe e pai, continuem a caminhar com a certeza de que não me perderam de maneira nenhuma. Ao invés de gastar nosso pensamento procurando por
culpados, eu os convido a nos unir em oração.”
A tragédia - No dia 27 de janeiro de 2013, a Boate Kiss, casa noturna localizada na Rua dos Andradas, no centro da cidade de Santa Maria, recebeu centenas de jovens para uma comemoração. No palco, havia dois shows ao vivo. O primeiro, de uma banda de rock. Depois, foi a vez da Gurizada Fandangueira, de sertanejo universitário. A casa estava lotada: entre 800 e mil pessoas. A boate tinha capacidade para 690 pessoas. Segundo contou na época o guitarrista da banda, Rodrigo Lemos, o fogo começou depois que um sinalizador foi aceso. Ele disse que os colegas logo tentaram apagar o incêndio, mas o extintor não teria funcionado. Um dos componentes do grupo, o gaiteiro Danilo Jaques, morreu no local.
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