Justiça condena ex-prefeita de Joaquim Gomes por nepotismo
Ana Genilda Costa Couto nomeou um filho e três irmãos para cargos públicos, em 2014 e 2015

O Núcleo de Improbidade Administrativa do Poder Judiciário de Alagoas condenou a ex-prefeita de Joaquim Gomes, Ana Genilda Costa Couto, pela prática de nepotismo. Ela nomeou um filho e três irmãos para cargos no Executivo municipal nos anos de 2014 e 2015.
Ana Genilda Costa Couto teve os direitos políticos suspensos por cinco anos e deverá pagar multa civil equivalente a 20 vezes o valor de sua última remuneração recebida. A ré também deve perder qualquer função pública que esteja ocupando e está proibida de contratar com o Poder Público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a ex-prefeita nomeou os familiares logo após assumir a gestão do município, em abril de 2014, por conta do afastamento do prefeito eleito. Naquele mesmo mês, designou o filho, Jayme Couto Lima Neto, para a função de assessor técnico em engenharia; a irmã, Ana Cláudia Costa Franciolly, para a função de coordenadora de contabilidade; e o irmão, Cícero José Costa Barros, como gerente de compras. Em abril do ano seguinte, a irmã Ana Nilda Costa Barros foi nomeada diretora de contabilidade.
A defesa dos réus argumentou que, pelo fato de Joaquim Gomes ser um município pequeno, haveria dificuldade em encontrar pessoas qualificadas para o exercício dos cargos citados. Segundo os juízes integrantes do Núcleo de Improbidade, não há como acreditar que a ex-prefeita não tivesse alternativa a não ser nomear seus familiares.
"Na verdade, o próprio fato alegado na defesa, de terem os réus sido exonerados e substituídos, após 'alerta do órgão de assessoramento jurídico do município', demonstra que a então prefeita tinha alternativas que não a nomeação de parentes tão próximos".
Ainda segundo os magistrados, a ex-chefe do Executivo municipal perpetuou uma prática "patrimonialista nociva à república, rechaçada pela Constituição de 1988".
Os demais réus também foram condenados. Ana Cláudia Costa Franciolly, Ana Nilda Costa Barros, Jayme Couto Lima Neto e Cícero José Costa Barros tiveram os direitos políticos suspensos por três anos.
Eles devem perder as funções públicas que, porventura, estejam ocupando e pagar multa civil equivalente a cinco vezes o valor da última remuneração recebida. Também estão proibidos de contratarem com o Poder Público ou receberem benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos. A decisão foi proferida no último dia 15.
Últimas Notícias

Mega-Sena não tem ganhador e prêmio acumulado vai para R$ 60 milhões

Homem é encontrado morto com ferimento na cabeça na zona rural de Limoeiro de Anadia

Felipe Neto diz que será pré-candidato à presidência da República

Pix parcelado deve ser lançado em setembro, diz Banco Central

Carlinhos Maia se pronuncia sobre prisão de integrante de sua turma em operação policial
Vídeos mais vistos

Morte em churrascaria de Arapiraca

Festa termina com jovem morta e dois feridos no Agreste alagoano

Reinauguração Supermercado São Luiz

Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
