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Renan Calheiros acusa diretores do Banco Central de corrupção e cobra solução para crise do BRB

Por Política em Pauta com Extra Alagoas 30/07/2026 17h05
Por Política em Pauta com Extra Alagoas 30/07/2026 17h05
Renan Calheiros acusa diretores do Banco Central de corrupção e cobra solução para crise do BRB
Renan Calheiros - Foto: Assessoria

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) voltou a direcionar críticas ao Banco Central ao afirmar, em publicação na rede social X, que "pelo menos dois diretores do Banco Central foram corrompidos pelo Master para fazerem vista grossa na fiscalização".

A declaração foi feita em meio ao debate sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB) e as negociações para a liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado à instituição.

Na mesma publicação, o parlamentar também responsabilizou o Banco Central por retardar a solução para a crise enfrentada pelo BRB. Segundo Renan, o órgão regulador estaria repetindo erros atribuídos ao Banco Master ao prolongar o desfecho da situação.

"Agora o BC está cometendo o mesmo erro do Master e retardando muito o desfecho para a grave crise do BRB. Crise criada no banco com operações criminosas", escreveu o senador.

As declarações foram acompanhadas do compartilhamento de uma reportagem sobre a reunião entre o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O encontro teve como pauta a liberação do financiamento bilionário e a regularização dos balanços da instituição financeira.

O BRB enfrenta dificuldades decorrentes de operações envolvendo o Banco Master, que são alvo de investigação da Polícia Federal. De acordo com informações divulgadas pela própria instituição, o banco estima possuir R$ 8,8 bilhões em créditos classificados como de difícil recuperação.

Paralelamente, o Governo do Distrito Federal aguarda a efetivação do empréstimo previsto em acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em outra postagem na mesma rede social, o senador voltou a abordar temas econômicos ao defender a chamada Lei da Reciprocidade, aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo Renan, a norma "não é retaliação, mas um instrumento de política comercial internacional" e deve ser utilizada pelo governo brasileiro "com altivez e proporcionalidade" diante do que classificou como "reiteradas e descabidas interferências, com viés político".

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