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Graça Dias deixa disputa por vaga na Câmara de Maceió e PP assume batalha judicial contra mandato ocupado por vereador do PSDB

Por Política em Pauta com Gazeta de Alagoas 23/06/2026 11h11
Por Política em Pauta com Gazeta de Alagoas 23/06/2026 11h11
Graça Dias deixa disputa por vaga na Câmara de Maceió e PP assume batalha judicial contra mandato ocupado por vereador do PSDB
Graças Dias irá tomar posse na Câmara - Foto: Redes Sociais

A suplente de vereador Graça Dias (PP), presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), anunciou que deixou a linha de frente da disputa pela cadeira reivindicada pelo Partido Progressistas (PP) na Câmara Municipal de Maceió. Apesar de uma decisão favorável da Justiça Eleitoral em primeira instância, ela afirmou que a condução do processo passou a ser responsabilidade da direção estadual da legenda.

Segundo Graça Dias, a luta pela vaga atualmente ocupada por um parlamentar do PSDB está sob a coordenação do diretório estadual do PP. A disputa teve início em abril, quando o vereador Thiago Prado (PP) foi nomeado secretário municipal de Segurança Cidadã, abrindo espaço para a convocação dos suplentes.

A Mesa Diretora da Câmara convocou inicialmente João Catunda, que desistiu do mandato. Em seguida, o pastor João Luiz assumiu a cadeira em 15 de abril. Entretanto, tanto ele quanto Catunda e o médico Ronaldo Luz, terceiro suplente da legenda, haviam deixado o PP para se filiar ao PSDB, acompanhando o grupo político ligado ao ex-prefeito JHC.

Na ocasião, o presidente da Câmara de Maceió, vereador Chico Filho (PSDB), explicou que a convocação seguiu parecer da Procuradoria-Geral da Casa e respeitou a lista homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), cabendo à Justiça Eleitoral decidir sobre eventual quebra de fidelidade partidária.

Esse entendimento foi acolhido pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de Maceió, Luciano Andrade, que aplicou a Lei da Fidelidade Partidária e concluiu que a vaga deveria permanecer com o PP. Na prática, a decisão abriria caminho para a posse de Graça Dias, quarta suplente da sigla após as desfiliações dos três nomes que a antecediam.

A decisão, porém, foi contestada pela defesa do pastor João Luiz. O recurso foi encaminhado ao TRE e, posteriormente, chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, onde aguarda julgamento. De acordo com o advogado do PP, Fábio Gomes, o tribunal está em recesso e a expectativa é de que o processo avance no início de julho.

Sem previsão para uma definição da disputa judicial, Graça Dias voltou sua atenção integral para a Adefal.