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Renan Calheiros aciona Justiça e pede bloqueio de bens de JHC após aplicação de R$ 117 milhões no Banco Master
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) ingressou com uma ação popular na Justiça pedindo o bloqueio dos bens do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), de ex-dirigentes do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), atual Maceió Previdência, além de representantes do Banco Master e outros envolvidos nas aplicações de R$ 117 milhões do fundo previdenciário municipal na instituição financeira.
A medida foi adotada após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, um dia após a prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, durante uma operação da Polícia Federal que investigava suspeitas de gestão fraudulenta e organização criminosa.
Na ação, Renan Calheiros solicita o bloqueio imediato dos bens dos investigados até o limite dos valores aplicados pelo instituto previdenciário. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir a recuperação dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais de Maceió.
De acordo com o processo, a situação tornou-se urgente diante da incapacidade do Banco Master de cumprir compromissos financeiros após sua liquidação. O montante de R$ 117 milhões representa recursos do fundo previdenciário municipal que, segundo a ação, estariam ameaçados diante da crise enfrentada pela instituição financeira.
Além do bloqueio patrimonial, o senador pede a condenação solidária dos envolvidos para assegurar o ressarcimento integral dos valores, acrescidos de juros e correção monetária. A ação também busca a anulação das operações realizadas pelo Iprev e a recomposição do patrimônio previdenciário dos servidores.
Entre os citados no processo estão o ex-presidente do Iprev, Ronnie Reyner, integrantes do Comitê de Investimentos da autarquia, a consultoria Crédito & Mercado, o Banco Master e seus sócios Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima.
Segundo os argumentos apresentados na ação, Maceió teria se tornado a capital brasileira com maior exposição financeira ao Banco Master após a aplicação de recursos em Letras Financeiras da instituição. O primeiro investimento ocorreu em dezembro de 2023, quando foram aplicados R$ 80 milhões com prazo de vencimento de dez anos. Em maio de 2024, uma nova operação ampliou a exposição do instituto ao banco.
O processo aponta possíveis falhas de governança, ausência de análises adequadas de risco e descumprimento de normas internas do próprio instituto previdenciário. A ação também destaca que os títulos adquiridos não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), fator que dificulta a recuperação dos recursos após a liquidação da instituição financeira.
Outro ponto questionado pelo senador é a suposta omissão da Prefeitura de Maceió na apuração dos fatos. Segundo a ação, o município não teria instaurado procedimentos administrativos para investigar responsabilidades relacionadas às aplicações após o agravamento da situação do Banco Master.
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