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Com a renúncia de JHC, Rodrigo Cunha realiza sonho político em Maceió após abandonar mandato em Brasília

Por Política em Pauta 06/04/2026 09h09
Por Política em Pauta 06/04/2026 09h09
Com a renúncia de JHC, Rodrigo Cunha realiza sonho político em Maceió após abandonar mandato em Brasília
Rodrigo Cunha - Foto: TV Senado

Rodrigo Cunha finalmente alcançou o objetivo de comandar um Executivo municipal — ainda que não em sua cidade natal, Arapiraca. Com a renúncia do prefeito João Henrique Caldas, JHC, Cunha assume a Prefeitura de Maceió e concretiza um projeto político que começou com uma decisão arriscada: abrir mão do mandato no Senado Federal, deixando a vaga para Eudócia Caldas, mãe de JHC.

A saída de JHC foi anunciada no último sábado, 04, dentro do prazo legal de desincompatibilização para quem pretende disputar as eleições de 2026. Apesar do movimento estratégico, o prefeito evitou revelar qual cargo pretende disputar, limitando-se a afirmar que seu projeto político ganhou força e adesão em todo o estado.

Nos bastidores, porém, a renúncia tem impactos que vão além da disputa eleitoral. Ela confirma que a aposta feita por Rodrigo Cunha lá atrás — quando deixou o Senado para ser vice-prefeito — não foi em vão. À época, a decisão foi vista como um risco elevado, já que ele trocava um mandato estável por uma posição secundária no Executivo municipal, sem grandes perspectivas.

Agora, com a cadeira de prefeito finalmente em mãos, Cunha transforma uma jogada considerada temerária em realidade política. Natural de Arapiraca, ele chegou a transferir seu domicílio eleitoral para Maceió para viabilizar a candidatura como vice em 2024, movimento que já indicava sua ambição de comandar a capital alagoana.

Na época, renúncia de Rodrigo Cunha abriu espaço para a suplente Eudócia Caldas, mãe de JHC, assumir a vaga, concretizando as especulações sobre o uso estratégico de cargos e mandatos como trampolim político da família Caldas.

Agora, Rodrigo Cunha inicia sua gestão carregando o peso de uma aposta que, ao menos por agora, deu certo. Resta saber se a conquista da Prefeitura será ponto de partida para novos avanços ou apenas o cumprimento tardio de um projeto pessoal que custou caro politicamente.