Cirurgia cardíaca corrige cardiopatia congênita em bebê de 11 meses no Hospital do Coração Alagoano

Por Redação, com Agência Alagoas 28/10/2026 09h09
Por Redação, com Agência Alagoas 28/10/2026 09h09
Cirurgia cardíaca corrige cardiopatia congênita em bebê de 11 meses no Hospital do Coração Alagoano
Cirurgia cardíaca corrige cardiopatia congênita em bebê de 11 meses no Hospital do Coração Alagoano - Foto: Brunno Afonso

Aos 11 meses de vida, o pequeno Isaías Miguel Lima da Silva enfrentou um desafio que exigiu cuidado especializado, acompanhamento multiprofissional e uma cirurgia cardíaca. Após apresentar dificuldade respiratória, ele foi encaminhado ao Hospital da Criança, em Maceió, onde permaneceu internado por cerca de um mês. Durante a investigação do quadro, uma avaliação cardiológica identificou uma cardiopatia congênita, condição presente desde o nascimento.

Depois da confirmação do diagnóstico, Isaías foi transferido para o Hospital do Coração Alagoano, unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e referência na assistência cardiovascular pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde fez o procedimento cirúrgico indicado para corrigir a alteração.

“A cirurgia, graças a Deus, ocorreu com sucesso. Estamos aqui, ainda na UTI, no processo de ir para casa”, relata a mãe, Gislane Lima da Silva, emocionada com a recuperação do filho.

João Cumaru, pediatra do Programa Estadual de Cardiopediatria, explica que Isaías apresentava persistência do canal arterial. Essa condição é uma alteração onde uma estrutura importante para a circulação sanguínea durante a vida fetal permanece aberta após o nascimento.

“Normalmente, o bebê nasce e esse canal se fecha a partir do momento que começa a respirar, nas primeiras 24 ou 48 horas. Em algumas crianças, esse canal não se fecha”, especificou o médico do Programa Estadual de Cardiopediatria.

Durante a gestação, o canal arterial permite a passagem do sangue entre grandes vasos, contribuindo para a circulação fetal, já que a oxigenação ocorre pela placenta. Quando permanece aberto após o nascimento, pode provocar alterações no fluxo sanguíneo, aumentando a circulação para os pulmões e sobrecarregando estruturas do coração.

A repercussão depende do tamanho do canal e das condições de cada criança. Entre os sinais que podem estar associados à alteração estão dificuldade respiratória, cansaço durante as mamadas e dificuldade para ganhar peso. A avaliação médica e exames como o ecocardiograma ajudam a confirmar o diagnóstico e a definir a conduta adequada.

No caso de Isaías, a equipe de Cardiopediatria identificou a necessidade de correção cirúrgica por meio da ligadura do canal arterial. O procedimento foi realizado com sucesso, sem intercorrências, e o bebê permanece sob acompanhamento da equipe, apresentando boa evolução clínica.

“Ele está evoluindo bem, já no processo para poder em breve receber a alta e seguir o acompanhamento com a Cardiopediatria em nível ambulatorial”, destaca João Cumaru.

Cuidado que acolhe toda a família

Durante a internação, o cuidado oferecido pela equipe também fez diferença para Gislane, que destaca a dedicação dos profissionais e o apoio recebido ao longo do tratamento do filho. “Só tenho a dizer muito obrigado a cada um em sua profissão, que sempre está ali dedicado, 100% fazendo o melhor pelos nossos filhos, dando aquele apoio emocional”, pontua.