Plenário do Senado deve votar PEC da Segurança Pública nesta quinta-feira
O plenário do Senado Federal deve votar nesta quinta-feira (15) a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O tema é considerado prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende, após a aprovação, criar o Ministério da Segurança Pública.
Para ser aprovada, uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, precisa contar com o apoio de 49 senadores.
Na manhã desta quarta-feira (14), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu a votação da proposta.
O parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE) rejeitou as mudanças propostas e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A estratégia é agilizar a aprovação final para concluir a votação antes do segundo turno das eleições.
Na noite desta quarta, o plenário do Senado aprovou um calendário especial para quebrar o interstício – período previsto no regimento interno do Senado que prevê cinco sessões de debate antes da votação da proposta em primeiro turno, mais cinco dias úteis e três outras sessões de debate para a votação do segundo turno.
Com isso, os senadores não precisarão cumprir cinco sessões de discussão antes de analisar a proposta e poderão votar o texto em dois turnos, sem intervalo entre as votações.
Sistema Único de Segurança Pública
A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), cujo objetivo é integrar o combate ao crime organizado entre os entes.
De acordo com o texto, União, Estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, organização das polícias e guardas municipais e do sistema socioeducativo.
Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é sobre o combate a crimes violentos e facções criminosas.
Entre as medidas estão a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial.
Também fica proibida ou restringida a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária.
A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvido com as atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.
A proposta permite ainda:
- criação de polícias municipais para o policiamento ostensivo e comunitário;
- ampliação da atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o policiamento de hidrovias e ferrovias, além de apoiar outras forças de segurança, quando requisitada pelo governador;
- manter a Polícia Federal e PRF sob competência privativa da União, assim como as normas para atividades de inteligência.
Redução da maioridade penal
O PL e os partidos de oposição ao governo Lula (PT) no Senado apresentaram uma emenda para incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública.
A emenda proposta pela oposição incluiria duas alterações na proposta, reduzindo a maioridade penal:
- para 16 anos para a maior parte dos crimes; e
- para 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa, associação criminosa e outros.
A emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Flávio anunciou a medida em suas redes sociais e também assina a emenda.
Segundo Marinho, é preciso punir os adolescentes para que eles não sejam cooptados pelo crime organizado. A redução da maioridade é uma defesa do campo político bolsonarista.
Já há uma PEC específica sobre isso sendo analisada no Congresso Nacional. Atualmente, a Câmara tem uma comissão específica para analisar o tema. Ainda no meio do ano, deputados da oposição afirmaram que era necessário discutir o tema com seriedade e responsabilidade.
A oposição no Senado, no entanto, quer incluir o tema na PEC do governo, que não tem ligação direta com o tema.
Lula pediu aprovação
O tema é considerado prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende, após a aprovação, criar o Ministério da Segurança Pública.
A ideia é que a pasta seja permanente e não corra o risco de ser extinta por um decreto presidencial, dando mais garantia à população de que uma política nacional de segurança pública se manterá.
Após a conclusão da aprovação da PEC da Segurança na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente Lula ligou para o senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside o colegiado, para agradecer pela aprovação.
Segundo apurou o g1, o principal articulador para a votação acontecer no Senado foi o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), que esteve trabalhando nos bastidores para conseguir assinaturas para a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação da matéria.
Últimas Notícias
Palver: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 49% no segundo turno
Operação Funcionário do Mês IV é deflagrada em Maceió e Palmeira dos Índios para combater fraudes em empresa de energia solar
Clínica clandestina de abortos em Arapiraca deixou grávida morta e mulher sem visão; idosa e empresário são indiciados
Após exigir de volta R$ 900 dados para compra de alimentos, homem agride companheira e ameaça beber sangue dela em Taquarana
Presidente do TJ, Fábio Bittencourt assume Governo de Alagoas durante afastamento de Paulo Dantas
Vídeos mais vistos
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca

