El Niño atual pode bater recorde de 2015 e ser o mais intenso já registrado

Por Metrópoles 09/10/2026 13h01
Por Metrópoles 09/10/2026 13h01
El Niño atual pode bater recorde de 2015 e ser o mais intenso já registrado
El Niño - Foto: Reprodução

As temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental, o epicentro do El Niño, devem atingir 3,7 ºC acima do nível normal entre outubro e dezembro. É o que afirma o boletim climático divulgado nesta quinta-feira (8/10) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), o órgão meteorológico da Organização das Nações Unidas (ONU).

O maior aumento de calor ligado ao fenômeno climático registrado até hoje foi de novembro de 2015 a janeiro de 2016, quando a temperatura ficou 2,6 ºC além do normal – ou seja, caso a previsão da OMM esteja certa, o El Niño de 2026 baterá o recorde de intensidade.
O comunicado afirma que o fenômeno climático se intensificará antes de atingir seu pico previsto para dezembro. Ainda segundo a OMM, as chances de o El Niño se estender até fevereiro de 2027 são quase de 100%.


O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia divulgou que as temperaturas médias globais de agosto atingiram 16,96 °C, igualando julho de 2023 como o mês mais quente já registrado. 
que é o El Niño?

O El Niño ocorre a cada dois ou sete anos e, quando acontece, eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. Como consequência, ele pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios, circulações atmosféricas globais cruciais, e atrapalhar os padrões climáticos globais e de precipitação.

No Brasil, o fenômeno climático aumenta o risco de chuvas intensas e inundações na Região Sul, enquanto no Norte as chances de seca severa e calor extremo são maiores.