Acusada de matar sargento da PM vai a júri popular em Maceió no dia 6 de agosto

Por Redação com agências 27/07/2026 17h05
Por Redação com agências 27/07/2026 17h05
Acusada de matar sargento da PM vai a júri popular em Maceió no dia 6 de agosto
Sargento morto - Foto: Reprodução



A mulher acusada de assassinar o companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri no próximo dia 6 de agosto, em Maceió. Josefa Cícera Nunes Flores responde por homicídio qualificado por motivo fútil, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).

A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro Barro Duro. A acusação será sustentada pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas.

Durante a investigação, a ré alegou ter agido em legítima defesa. No entanto, o Ministério Público afirma que a versão apresentada não é compatível com as provas reunidas ao longo do processo.

De acordo com os autos, Josefa informou que o casal discutia por ciúmes e que o sargento teria sugerido uma suposta brincadeira de roleta russa. Ela afirmou ainda que, após recusar a proposta, entrou em luta corporal com a vítima. Para o MPAL, entretanto, a narrativa não é suficiente para afastar a responsabilidade criminal.

O crime aconteceu em 23 de março de 2022, na residência onde o casal vivia, no Condomínio Jardim das Violetas, no bairro Cidade Universitária. Alessandro foi atingido por um disparo no abdômen, chegou a ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Ao longo da instrução processual, testemunhas relataram que o relacionamento era marcado por constantes desentendimentos motivados por ciúmes. Os depoimentos também descrevem a acusada como uma pessoa de comportamento agressivo, indicando episódios anteriores de violência contra o companheiro e outras pessoas.

O Ministério Público também cita, entre os elementos do processo, um episódio em que Josefa teria disparado 12 vezes contra o pneu de um veículo que transportava uma criança, fato utilizado pela acusação para reforçar a tese de que ela fazia uso de arma de fogo em situações de conflito. O caso agora será analisado pelo Conselho de Sentença, que decidirá pela condenação ou absolvição da ré.