Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande (MS) e réu por homicídio, morre aos 60 anos
Morreu, na madrugada desta segunda-feira (13), o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, aos 60 anos. O ex-chefe do Executivo da Capital estava preso desde março por matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini, a tiros. Ele voltou a ser internado na Santa Casa neste domingo (12) após passar mal no presídio. A nova internação ocorreu um dia depois da Justiça negar o pedido de prisão domiciliar.
Neste domingo (12), à reportagem, a defesa afirmou que Bernal desmaiou no Presídio Militar, onde estava detido desde à época do crime. Ao chegar no hospital, foi transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele havia sido submetido a um cateterismo e angioplastia coronariana.
O advogado afirmou, ainda no domingo (12), que estava com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que Alcides fosse transferido para prisão domiciliar. Entretanto, o pedido não chegou a ser analisado pelos ministros.
Conforme apurado pela reportagem da TV Morena, o corpo já havia sido encaminhado ao necrotério. A reportagem entrou em contato com a defesa do ex-prefeito para saber mais informações sobre o velório e aguarda retorno.
Alcides Jesus Peralta Bernal nasceu em Corumbá, no dia 14 de julho de 1965, foi um advogado, radialista e político, sendo o 62.º Prefeito de Campo Grande. Sua carreira política foi marcada por controvérsias, incluindo processos de impeachment e batalhas legais.
Em 2004, foi eleito vereador em Campo Grande e presidiu a Comissão Permanente de Transporte e Trânsito. Em 2008, foi reeleito e passou a comandar a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor. Já em 2010, foi eleito deputado estadual.
Em 2012, foi eleito prefeito e permaneceu no cargo até 2014, quando teve o mandato cassado. Na época, era filiado ao Partido Progressistas (PP).
Dos 29 vereadores, 23 votaram a favor da cassação por irregularidades em contratos emergenciais. Com a decisão, ele perdeu o mandato, e o vice-prefeito, Gilmar Olarte, assumiu a prefeitura.
A denúncia foi apresentada por dois empresários à Câmara Municipal em 30 de setembro de 2013. Eles apontaram contratações emergenciais sem justificativa. A denúncia foi aceita, e uma comissão processante foi criada para investigar o caso.
No processo, Bernal afirmou que não havia provas de irregularidades. Durante a votação, usou a tribuna para se defender e disse que agiu para proteger o interesse público.
Em 2015, voltou ao cargo por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Por dois votos a um, os desembargadores determinaram o retorno em agosto daquele ano, um ano e cinco meses após a cassação. Ele permaneceu até o fim do mandato, em 2016.
Após a decisão, afirmou que “a Justiça pode tardar, mas não falha”, em entrevista à reportagem.
Ele concorreu à reeleição em 2016, mas não chegou ao segundo turno, ficando de fora por 2.630 votos.
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