Ministério do Trabalho realiza capacitação da Rede de Atendimento às Vítimas de Trabalho Análogo ao de Escravo em Alagoas
O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, na sexta-feira passada, 26, uma capacitação para a Rede de Atendimento às Vítimas de Trabalho Análogo ao de Escravo em Alagoas. No auditório do Planetário de Arapiraca, o procurador Rodrigo Alencar, titular regional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do MPT, esteve à frente da capacitação.
Para uma plateia formada por agentes públicos das áreas de atenção à saúde ao trabalhador, educação, serviço social e segurança pública, o procurador do Trabalho apresentou o panorama da escravidão contemporânea. Ele também elencou as ações estratégicas de combate definidas pelo MPT.
“Abordamos na capacitação os principais conceitos de escravidão contemporânea, atividades econômicas que envolvem as vítimas do trabalho análogo a de escravo, como funciona o fluxo de atendimento dessas vítimas e a atuação do MPT nesses casos. Nossa ideia é qualificar o maior número de agentes possível para que elas saibam reconhecer e agir diante de trabalhadores escravizados”, explicou Rodrigo Alencar.
Foram convidados para a capacitação agentes públicos de 59 municípios do agreste e sertão alagoanos que compõem a área de abrangência de Arapiraca.
Fiscalização e acolhimento
Ao lado do procurador, estavam representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Alagoas, Arapiraca.
Para o auditor-fiscal do Trabalho Rodrigo Tomita, o resgate do trabalhador vítima de trabalho análogo ao de escravo vai além da sua retirada do local onde ele se encontra explorado. “O amparo dele passa por levá-lo de volta ao seu município de origem e facilitar oportunidades de ingresso no mercado de trabalho formal para restaurar sua dignidade e de todos que o cercam”, disse o representante do MTE.
A gerente do Cerest Arapiraca, Wagda Costa, destacou a atualidade da temática do evento: “O trabalho escravo contemporâneo está muito perto do cotidiano de quem atua na atenção à saúde do trabalho, portanto, trata-se de uma capacitação de grande relevância para os nossos agentes”.
“Essa formação nos fornece elementos e subsídio para enfrentar de modo técnico o trabalho análogo ao de escravo em Alagoas”, comemorou Elisabete Macedo, coordenadora do Cerest estadual.
O público presente acompanhou ainda a apresentação do Grupo de Maculelê da comunidade quilombola Baixio do Tamanduá, vinculado ao Município de Santana do Ipanema, que também esteve presente por meio do Cerest de lá.
O evento é uma das ações previstas no projeto estratégico “Capacitação da Rede de Atendimento Às Vítimas de Escravidão Contemporânea” do Ministério Público do Trabalho.
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