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PF afasta servidores suspeitos de desvio de R$ 4,6 milhões, ocorridos na gestão de Adelminho Calheiros, em Capela

Por Política em Pauta com Ascom PF/AL 15/09/2026 11h11 - Atualizado em 15/09/2026 11h11
Por Política em Pauta com Ascom PF/AL 15/09/2026 11h11 Atualizado em 15/09/2026 11h11
PF afasta servidores suspeitos de desvio de R$ 4,6 milhões, ocorridos na gestão de Adelminho Calheiros, em Capela
Ex-prefeito de Capela, Adelminho Calheiros - Foto: Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 15, a Operação Rota Paralela para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais destinados ao município de Capela, interior de Alagoas. A ação, realizada com apoio da Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL), apura irregularidades em contratos de locação de veículos e máquinas que teriam ocorrido entre 2018 e 2024, período em que Adelminho Calheiros comandava a Prefeitura de Capela.

A operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens no valor de R$ 4.673.795,01 e o afastamento de servidores públicos investigados, que tiveram o exercício de suas funções suspenso nesta terça-feira.

De acordo com a investigação, recursos federais repassados ao município teriam sido desviados por meio de contratos para locação de veículos e máquinas. A PF afirma que há indícios de direcionamento de licitações para uma empresa específica do setor, além de suspeitas de fraudes tanto nas fases dos certames quanto na fiscalização da execução dos contratos.

Segundo os investigadores, o suposto esquema teria causado prejuízo aos cofres públicos ao longo de pelo menos seis anos. As diligências realizadas nesta terça buscam recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer como funcionava o esquema investigado e identificar a participação individual de cada suspeito.

A Controladoria-Geral da União também participa da apuração para dimensionar o impacto financeiro das irregularidades e rastrear a destinação dos valores que teriam sido desviados. Foi determinado bloqueio patrimonial superior a R$ 4,6 milhões, para garantir eventual ressarcimento ao erário caso as irregularidades sejam comprovadas ao fim do processo.

Política em Pauta

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