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Rui leva caso dos imóveis do Iprev ao Ministério da Previdência e cobra investigação
O vereador e pré-candidato a deputado federal Rui Palmeira (PSD) protocolou uma representação no Ministério da Previdência pedindo a investigação da transferência de cinco imóveis da Prefeitura de Maceió para o Fundo Previdenciário administrado pelo Iprev. A medida questiona o Decreto nº 10.363/2026, editado pela gestão do prefeito Rodrigo Cunha, que autorizou a incorporação dos bens ao patrimônio do fundo.
Na representação, Rui solicita que o Ministério verifique se a operação atendeu às exigências legais, incluindo a existência de estudo atuarial, a avaliação dos imóveis, a aprovação pelos órgãos responsáveis pela governança do Iprev e a observância das normas que regem alterações no patrimônio do regime próprio de previdência.
Após apresentar o pedido, o vereador afirmou que a transferência dos imóveis pode ter sido adotada para enfrentar os impactos da aplicação de R$ 117 milhões do Iprev no Banco Master, realizada durante a administração do ex-prefeito JHC.
“A Prefeitura tomou mais uma medida polêmica. Através de decreto, sem ouvir a Câmara Municipal e sem transparência, tomou medidas para maquiar os números do Iprev. Dentre elas, passou cinco imóveis que pertenciam à Prefeitura para o fundo previdenciário”, disse.
Segundo Rui, a incorporação dos imóveis ao fundo seria uma forma de compensar as perdas provocadas pelo investimento.
“Uma tentativa de tapar o rombo do Banco Master com patrimônio do maceioense. Por isso, protocolei uma denúncia junto ao Ministério da Previdência solicitando que toda essa operação seja apurada”, afirmou.
A representação menciona o caso Banco Master, mas não aponta, no texto do documento, um vínculo jurídico entre a aplicação financeira e o decreto. A relação entre os dois fatos é apresentada pelo parlamentar em suas declarações públicas.
Rui também voltou a criticar a tentativa do partido de JHC de retirar do ar reportagens sobre o caso. A Federação PSDB/Cidadania ingressou com ação na Justiça Eleitoral para remover publicações e solicitar dados de veículos de comunicação e plataformas digitais.
Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas rejeitou a maior parte dos pedidos, mantendo no ar seis das sete reportagens questionadas e negando o acesso aos dados dos veículos e das plataformas.
“Como vereador, fui o primeiro a denunciar as enroladas do Banco Master. Agora, como pré-candidato a deputado federal, seguirei fiscalizando e denunciando aos órgãos competentes. Quanto mais a gente investiga, mais irregularidades aparecem. E eu não vou me calar até que toda a verdade apareça”, concluiu.
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