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Quando os meninos vão crescer?

Por Thiago Abel com THIAGO ABEL PANTALEÃO FERREIRA BEM 10/07/2026 16h04
Por Thiago Abel com THIAGO ABEL PANTALEÃO FERREIRA BEM 10/07/2026 16h04
Quando os meninos vão crescer?
Jogo do Brasil - Foto: Reprodução


O hexa veio. Infelizmente, o oposto do que queríamos. Somos, agora, seis Copas do Mundo seguidas sem conquistar o tão sonhado título. É uma sequência indigesta, triste, mas, acima de tudo, reveladora. A seleção que um dia colocava medo nos adversários apenas por entrar em campo parece cada vez mais distante daquela que encantava o mundo.
Mas o que esperar? É possível depositar esperança em um elenco marcado muito mais por polêmicas fora de campo do que pelo futebol dentro dele? A entrada do camisa 10 mais controverso da história recente da Seleção, em um jogo que ainda parecia equilibrado, evidenciou muito mais do que a superioridade do adversário. Os dois gols da Noruega encerraram o sonho do hexa, mas ainda houve tempo para um lance constrangedor. Ao provocar o goleiro adversário, o “Menino Ney” expôs toda a sua imaturidade e desrespeito por quem estava vencendo não apenas no placar. Ainda iniciou uma confusão e deixou o campo sem demonstrar o peso que aquela derrota representava para milhões de brasileiros.

Os “meninos” dessa geração precisam crescer. Precisam deixar de jogar apenas por dinheiro, mídia e engajamento e voltar a sentir o peso da camisa que vestem. Precisam compreender que são referência para uma geração inteira. Não são apenas jogadores; são modelos para milhões de crianças e jovens que constroem seus sonhos e projetos de vida inspirados em suas trajetórias e conquistas. Decepcionar essas pessoas deveria doer. Deveria pesar a ponto de gerar vergonha, reflexão e um sincero pedido de desculpas.
O que vivemos nesta Copa não é apenas o resultado de um esporte. É o reflexo de uma geração que parece ter dificuldade de se sensibilizar, que escolhe não sentir, não se entregar por uma causa maior. É o espelho da falta de comprometimento, do enfraquecimento do amor à camisa, da cultura do “tanto faz”, do “eu me basto”.

Até quando vamos amargar derrotas como essa, ninguém pode prever. Mas uma coisa parece certa: por muito tempo ainda continuaremos sentindo saudade das grandes conquistas e da seleção que fazia o mundo inteiro temer a camisa amarela.

Professor Thiago Abel

Comunicação por instinto;
Professor de história e atualidades;
Especialista em Psicopedagogia;
De esquerda;
Defensor dos direitos humanos;

Em constante adaptação pra encontrar a melhor versão de mim mesmo.

Blog voltado pras questões atuais que nos afligem. Educação, política, comportamento e tudo mais que me inquietar a opinar.

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