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Renan Filho dispara no interior, enquanto JHC enfrenta crises e perde ritmo
A disputa pelo Governo de Alagoas começa a desenhar dois cenários bastante distintos entre os principais pré-candidatos. Enquanto o senador Renan Filho (MDB) acelera sua presença no interior e já percorreu mais de 30 municípios alagoanos desde o início da pré-campanha, o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), enfrenta uma sequência de crises políticas e operacionais que têm dificultado a ampliação de sua agenda fora da capital.
Mais do que a quantidade de cidades visitadas, a estratégia de Renan Filho tem sido transformar cada agenda em uma prestação de contas de sua passagem pelo Governo de Alagoas. Ao lado de prefeitos, vereadores e lideranças locais, o senador relembra obras, investimentos e programas executados durante seus dois mandatos, discurso que tem encontrado reconhecimento entre apoiadores e moradores que associam sua gestão às mudanças promovidas em cada município.
Em praticamente todas as visitas, Renan Filho destaca investimentos em infraestrutura, recuperação de rodovias, construção de escolas, hospitais, programas sociais e ações que marcaram sua administração, utilizando esse legado como principal ativo político para a disputa de 2026. O resultado tem sido uma sequência de agendas com forte capacidade de mobilização e ampla participação de lideranças regionais.
Até o momento, o senador já passou por Anadia, Arapiraca, Belém, Cacimbinhas, Cajueiro, Capela, Carneiros, Coruripe, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Feliz Deserto, Major Isidoro, Mar Vermelho, Marechal Deodoro, Maribondo, Mata Grande, Olho d'Água do Casado, Palmeira dos Índios, Penedo, Piaçabuçu, Pilar, Piranhas, Rio Largo, Santana do Ipanema, São José da Tapera, São Miguel dos Campos, Senador Rui Palmeira, Tanque d'Arca e Taquarana.
Nos bastidores políticos, a avaliação é de que essa estratégia reforça alianças construídas ao longo dos últimos anos e fortalece a presença do MDB em praticamente todas as regiões do Estado.
No campo adversário, entretanto, o cenário é outro. A tentativa de JHC de interiorizar sua pré-campanha tem sido marcada por sucessivos desgastes que passaram a ocupar o centro do debate político. O esvaziamento de algumas agendas, a dificuldade de mobilização de lideranças locais e a repercussão de episódios envolvendo a utilização de vans e ônibus para transporte de participantes acabaram desviando o foco da construção política de sua candidatura.
A crise ganhou novos capítulos com a circulação de áudios que mencionam o pagamento de "diárias" para mobilização de grupos em agendas pelo interior e com relatos sobre caravanas organizadas para reforçar o público em eventos políticos. Nos bastidores, esses episódios provocaram desconforto dentro do próprio grupo e alimentaram discussões sobre a estratégia adotada para ampliar a presença da pré-campanha no interior.
Interlocutores políticos também apontam dificuldades financeiras na estruturação do projeto eleitoral e uma mudança de estratégia que passou a priorizar a disputa majoritária. Paralelamente, pré-candidatos a deputado federal ligados ao grupo demonstram insatisfação com a baixa mobilização e com a falta de uma estrutura integrada de campanha.
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